Arival: Turistas norte-americanos viajam menos, mas gastam mais em experiências
Os viajantes norte-americanos estão a alterar de forma significativa os seus hábitos de turismo: fazem menos viagens, mas investem mais em experiências durante cada deslocação. A conclusão é do mais recente relatório da Arival, intitulado 2026 US Experiences Traveler Outlook. Baseado num inquérito a 800 viajantes dos Estados Unidos, o estudo revela uma mudança estrutural na forma como as viagens são planeadas, com especial destaque para as gerações mais jovens.
Segundo o relatório, três em cada cinco viajantes consideram agora as experiências um fator “muito” ou “extremamente” importante na escolha do destino. Entre os jovens dos 18 aos 34 anos, esse peso é ainda mais evidente: 76% afirmam que as experiências são mais determinantes do que o clima, a gastronomia ou a atratividade geral do destino.
Esta tendência reflete uma mudança geracional clara, com a chamada Geração Z e os millennials mais jovens a redefinirem as prioridades do setor turístico.
Apesar de alguma cautela económica, os viajantes não estão necessariamente a gastar menos — estão apenas a redistribuir o orçamento. O gasto médio por viagem registou uma ligeira descida em 2025, mas o investimento em experiências aumentou em todas as categorias.
Os viajantes mais jovens destacam-se, gastando em média mais cerca de 100 dólares por experiência do que os mais velhos, reforçando o seu papel crescente no mercado.
Outro dado relevante é a mudança no comportamento de reserva. Mais de 80% dos viajantes passam agora a reservar experiências com pelo menos um dia de antecedência, contrariando a tendência anterior de decisões de última hora no destino.
Além disso, o uso do telemóvel ganha protagonismo: um em cada quatro viajantes com menos de 35 anos faz reservas diretamente através do smartphone.
O relatório destaca ainda uma diversificação nas preferências. Embora as visitas turísticas tradicionais continuem populares, registam-se crescimentos significativos em áreas como:
- experiências gastronómicas
- atividades imersivas
- experiências com anfitriões locais
- visitas temáticas
Esta evolução indica uma procura por experiências mais autênticas, personalizadas e significativas.
Os viajantes com maior poder de compra são os únicos que demonstram intenção de aumentar o número de viagens em 2026. A sua maior resistência à incerteza económica faz deles um segmento estratégico, sobretudo para ofertas premium, privadas ou VIP.