Eurostars Grand Cayacoa: Um convite a viver Samaná, o “pulmão” da República Dominicana
A República Dominicana é já um destino muito querido dos portugueses que, todos os anos, elegem este país para umas férias de sol e praia. A Eurostars Hotel Company, do Grupo Hotusa, entrou recentemente neste destino turístico através da abertura, em novembro de 2025, do Eurostars Grand Cayacoa, localizado em Samaná. A Ambitur foi conhecer em primeira mão o resort, que renasce com um novo nome e espaços renovados, e explorar Samaná, por terra e mar. Deixe-se encantar por este destino mais desconhecido e tranquilo das Caraíbas, onde o azul do mar se mistura com o verde da vegetação tropical e o colorido das encantadoras casinhas que animam a arquitetura da capital, Santa Bárbara de Samaná.
Apesar de a República Dominicana estar entre os destinos preferidos dos portugueses para umas férias de descanso, sol e praia, não serão muitos os que já tiveram oportunidade de conhecer Samaná. A ausência de ligações diretas frequentes, embora o mesmo seja servido pelo Aeroporto Internacional El Catey, poderá explicar este desconhecimento, mas a Ambitur teve a oportunidade de viajar para o norte da República Dominicana, a partir do Aeroporto Las Americas, em Santo Domingo, aceitando o convite da Eurostars Hotel Company para conhecer, e dar a conhecer, o seu mais recente resort, que marca a entrada da marca hoteleira neste país.
















Cerca de três horas de autocarro é o quanto basta para sairmos da capital da República Dominicana e chegarmos ao nosso destino final, onde finalmente podemos fazer o check-in no novo Eurostars Grand Cayacoa. Cansados da viagem, mas rejuvenescidos pelo calor que já se faz sentir em Samaná, apesar da hora tardia, somos recebidos ao som de melodias de Natal e de rececionistas com gorros alusivos a esta época festiva, um cenário que pouco ou nada nos transporta para o ambiente caribenho mas que acalenta a alma do grupo que, naquele momento, já só pensa em descansar. Chaves na mão e malas nos quartos, aproveitamos a pouca noite que ainda nos resta – porque aqui o sol promete nascer cedo – para retemperar forças para o dia seguinte.
O brilho intenso dos raios de sol que teimam em entrar pelas cortinas do quarto acaba por levar a melhor e, embora a hora marcada para o pequeno-almoço fosse “simpática”, a verdade é que lá fora tudo parece chamar por nós. Assim, pequeno-almoço tomado bem cedinho, não há como fugir a um primeiro banho de mar naquelas que são as águas quentes do Oceano Atlântico, com traços do Mar das Caraíbas.
Já mais despertos pudemos então conhecer os cantos e recantos deste renovado Eurostars Grand Cayacoa, acompanhados pela diretora, Diana Hurtado, que nos explica o que foi alvo de intervenção e nos dá a ver alguns dos 284 quartos que compõem esta unidade, bem como os três restaurantes - Xamaná Panoramic (gourmet), Vista Bárbara (cozinha mediterrânica) e Los Cayos (buffet) – que tivemos oportunidade de experimentar ao longo da estadia, a zona da piscina e o SPA. A partir de um elevador privado, os hóspedes podem descer até à praia, algo que na ânsia de nos refrescarmos e aproveitar cada minuto, já tínhamos feito, desfrutando do bar de apoio, das espreguiçadeiras espalhadas pelo pequeno e convidativo areal e do mar único desta região.
Conhecido que estava o hotel, e sabendo que teríamos mais dias para o explorar ao nosso ritmo, foi vez de conhecermos Santa Bárbara de Samaná, a capital de Samaná, uma cidade que se debruça sobre a Baía que é considerada pela UNESCO como uma das mais belas do mundo. Fundada em 1756 por famílias que ali chegaram vindas das Ilhas Canárias, Santa Barbára de Samaná tem hoje cerca de 158 mil habitantes, segundo as contas do nosso guia local. O mar é um cenário constante nesta pequena cidade acolhedora, onde as casas de diferentes cores – do amarelo ao roxo, passando por tonalidades de azul e verde – animam a marginal que vai acompanhando a baía, onde barcos de pescadores e de empresas turísticas entram e saem carregados de peixes, ou de turistas. São várias as embarcações que todos os dias oferecem passeios pelas ilhas e praias isoladas, sugerindo atividades como o mergulho ou snorkeling.














Entre janeiro e março, a cidade é muito procurada para observação de baleias jubarte, também conhecidas como baleias-cantoras, que aqui afluem, mães e crias, encantando milhares de pessoas com os seus saltos e cantos mágicos. Um espetáculo, diz quem já assistiu, que se torna memorável e impressionante. Mas, quem não tem a sorte de viajar nesta altura do ano, pode sempre visitar o Museu das Baleias, que funciona também como centro de conservação e educação sobre estes mamíferos.
Na cidade, além das vistas e das atividades no mar, não faltam várias lojas com preços para todas as carteiras e souvenirs para todos os gostos. Aqui encontramos ainda muitos restaurantes, onde podemos provar o tradicional “pica pollo”, um prato típico da República Dominicana que consiste em frango frito e massa grossa, que muito agrada locais e visitantes por ser “bom, bonito e barato”.
A não perder também o mercado tradicional com os seus vendedores e compradores, as bancas cheias de frutos coloridos e aromáticos, de peixes acabados de pescar, de vegetais ou artesanato, e, é-nos dito, as botânicas, ou seja, lojas de ervas medicinais, velas ou óleos que assumem um significado espiritual muito forte na cultura caribenha.
Curioso é também assistir aos jogos de dominó na baía de Samaná, uma tradição sobretudo masculina que os pescadores fazem questão de manter enquanto trocam dois dedos de conversa e entre um copo ou outro, ao final da tarde ou quando regressam da pescaria. São várias as mesas de dominó montadas com vista para o mar e difíceis de passar despercebidas a quem por ali passeia pois trata-se de um jogo muito animado e ruidoso já que as peças são pousadas na mesa com bastante força.
Parque Nacional Los Haitises: a natureza sem limites
Uma estadia em Samaná tem necessariamente de incluir um dia no Parque Nacional Los Haitises. A saída é da Baía de Santa Bárbara de Samaná, num catamarã conduzido pelo capitão Ariel, com direito a música, fruta e bebidas. Em pouco mais de meia hora entramos neste parque que se estende por uma área de 1600 km2 e que impressiona desde logo pelas suas formações rochosas que se erguem das águas e podem atingir os 30 metros de altura. “Haitises” significa, na língua taína (a língua falada pelo povo Taíno nas Caraíbas antes da chegada dos europeus), “terras montanhosas” e é fácil perceber o porquê de terem dado a este espaço de grande importância ecológica tal designação. Ariel conta-nos que foi esta paisagem quase “pré-histórica” que levou a que ali fossem filmadas algumas cenas de filmes como o Parque Jurássico.
Aqui encontramos uma das poucas florestas tropicais que ainda sobrevivem na República Dominicana, com uma vegetação densa e uma biodiversidade extremamente rica. Este importante ecossistema protege espécies ameaçadas, é essencial para a reprodução de aves marinhas e ajuda a manter o equilíbrio da costa através dos extensos manguezais que servem de refúgio a peixes, crustáceos, aves e animais marinhos. E é por entre os manguezais e enseadas que navegamos, e se tivermos sorte podemos avistar o falcão-de-Ridgway, uma espécie ameaçada de extinção, o pica-pau-hispanoliano, pelicanos, aves-fragata ou garças majestosas que sobrevoam esta paisagem.
São muitas também as cavernas onde é possível vermos pictogramas e petróglifos dos Taínos, bem como colónias de morcegos que delas fazem o seu lar. Entre as mais famosas estão a Cueva de la Línea, a Cueva de San Gabriel ou a Cueva de la Arena.































Depois de um banho de natureza, o nosso grupo teve direito a um banho de mar em Cayo Levantado, destino famoso conhecido como a Ilha Bacardi, devido às filmagens no local de um anúncio desta marca na década de 1970. Esta ilha pitoresca, localizada a apenas cinco quilómetros da Baía de Samaná, encanta com o seu areal branco e ponteado por palmeiras, bem como pelas águas transparentes. Depois de um almoço tipicamente caribenho, pudemos refrescar-nos neste mar azul, relaxar sob a sombra de uma palmeira e até visitar algumas bancas de souvenirs que acompanham o nosso percurso até ao cais.
Cansados de um dia intenso a desfrutar de tudo o que as Caraíbas tão bem sabem oferecer, é hora de regressar ao hotel. Mas não sem antes sermos brindados com a companhia de simpáticos golfinhos que fazem questão de nos vir cumprimentar e mostrar algumas habilidades. Um momento que dificilmente esqueceremos.
Santo Domingo, Cidade Colonial
A última parte desta viagem leva-nos a explorar a cidade colonial de Santo Domingo, declarada Património Mundial pela UNESCO. Fundada em 1496 por Bartolomeu Colón, irmão de Cristóvão Colombo, na margem oriental do rio Ozama, foi transferida, em 1502, para a sua atual localização, na margem ocidental, e tornou-se a primeira cidade europeia permanente na América. É na área colonial que encontramos alguns dos monumentos históricos mais importantes do continente americano, e aqui podemos percorrer ruas de paralelepípedos, praças cheias de vida e animação, e edifícios centenários que nos remetem para outros tempos. E foi na zona colonial que nasceu a primeira catedral, o primeiro hospital e a primeira universidade do Novo Mundo.
Lado a lado com o “peso” da História, Santo Domingo é hoje uma cidade moderna, onde cafés e restaurantes modernos sabem conviver em harmonia com igrejas do século 16, e os músicos de rua animam as praças por onde, noutros tempos, caminharam os conquistadores.
Obrigatória é uma visita à Catedral Primada da América, nome pelo qual é conhecida a Catedral de Santa Maria a Menor, uma joia arquitetónica da cidade colonial cuja construção se iniciou em 1512, com um estilo gótico e elementos renascentistas e barrocos.

















A Praça de Espanha é um ponto de passagem natural, rodeada de edifícios históricos e restaurantes com esplanadas. Em frente à Praça de Espanha, não há como não admirar o Alcázar de Colón, a residência do filho de Cristóvão Colombo, Diego Colón, como primeiro vice-rei do Novo Mundo. Este palácio de dois pisos, construído no início do século 16, funciona hoje como museu e alberga uma importante coleção de mobiliário, tapeçarias e objetos decorativos da época.
A não perder também a Fortaleza Ozama, que se ergue nas margens do rio que lhe deu nome e que simboliza a defesa espanhola no Novo Mundo. Durante vários séculos, este espaço funcionou como prisão e quartel; hoje é possível fazer uma visita guiada e descobrir histórias de personagens históricos que por ali passaram.
Quem quiser conhecer um centro comercial ao ar livre, nada melhor do que a Rua El Conde, onde não faltam lojas e cafés, música ao vivo e turistas e residentes que por ali vagueiam sem pressas.
Tempo ainda para uma visita ao Museo de las Atarazanas Reales (MAR), um espaço que celebra e homenageia o património subaquático através da exibição de peças encontradas no fundo do mar e que contam uma parte importante da história entre os séculos 16 e 19. Instalado em antigos armazéns coloniais, este museu permite-nos ver verdadeiros tesouros resgatados de naufrágios, como joias, porcelanas e canhões.
E assim termina a nossa viagem a Samaná, onde natureza, história e o conforto renovado do Eurostars Grand Cayacoa revelam uma República Dominicana que vai muito além do sol e praia. Samaná é um refúgio genuíno para quem parte em busca de serenidade, cultura e natureza em estado puro.
Por Inês Gromicho, que viajou a convite da Eurostars Hotels Company.