KlimaLink reforça dados hoteleiros e avança com integração ferroviária em 2026
A KlimaLink definiu como prioridades para 2026 a integração de dados ferroviários, o reforço da recolha de emissões ao nível de cada unidade hoteleira — em parceria com a World Sustainable Hotel Alliance — e o alinhamento com normas internacionais como a ISO 14083 e 14067.
As linhas estratégicas foram apresentadas na mais recente Assembleia Geral da organização, realizada em Berlim, onde foram também destacados os avanços da plataforma de dados de emissões e eleita uma nova direção executiva. A presidência passa a ser assumida por Swantje Lehners (Futouris), acompanhada por Ute Dallmeier (DRV) como vice-presidente e Pascal Zahn (Olimar) como responsável financeiro. O board integra ainda representantes de empresas como AER Touristik, DERTOUR Group e Gebeco, refletindo a forte ligação da KlimaLink aos principais players do turismo europeu.
No plano operacional, a organização destacou o crescimento da sua plataforma, atualmente utilizada por mais de 350 utilizadores e já integrada em sistemas de reservas amplamente utilizados no setor, incluindo soluções da Amadeus. Empresas como DERTOUR Group, Gebeco, Chamäleon Reisen e Studiosus recorrem já a estes dados para apresentar a pegada de carbono diretamente no momento da reserva, contribuindo para decisões de compra mais informadas.
A assembleia contou ainda com a participação de associações de referência como a DRV – Deutscher Reiseverband, a ÖRV – Austrian Travel Association e a SRV – Swiss Travel Association, evidenciando o crescente alinhamento do setor turístico europeu em torno da medição e comunicação das emissões.
Com estes desenvolvimentos, a KlimaLink reforça o seu posicionamento enquanto plataforma de referência para a transparência e comparabilidade das emissões ao longo da cadeia de valor do turismo.
Em Portugal, onde a organização já conta com representação local, a ferramenta assume um papel cada vez mais relevante no apoio às empresas turísticas, num contexto de crescente exigência regulatória e de mercado. Para Paulo Brehm, embaixador da KlimaLink em Portugal, “a transparência nas emissões está a tornar-se obrigatória no turismo”, sublinhando que a informação sobre o impacto ambiental já integra o processo de venda em vários mercados europeus. O responsável destaca ainda que a KlimaLink oferece “uma base sólida e credível” para a medição e comunicação das emissões, com base em dados independentes e alinhados com padrões internacionais.