30 de Abril de 2026, Olá!

Madeira monitoriza impacto geopolítico no turismo e aposta na diversificação de mercados

Madeira monitoriza impacto geopolítico no turismo e aposta na diversificação de mercados
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O Governo Regional da Madeira está a acompanhar de perto a evolução do contexto geopolítico e económico internacional, procurando antecipar possíveis impactos no turismo do arquipélago. Segundo o secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, a estratégia passa por uma monitorização permanente da evolução dos mercados emissores e da operação das companhias aéreas.

“Este é daqueles setores em que aquilo que poucos esperam pode ter grande impacto e aquilo que muito se espera pode não ter impacto nenhum”, afirmou.

Para responder rapidamente a eventuais alterações da procura turística, a região trabalha em articulação com a ANA Aeroportos e com o Turismo de Portugal. “Estamos permanentemente a analisar a emissão de cada mercado e a procurar alternativas se assim acontecer”, explicou.

Entre as estratégias está a diversificação de mercados emissores, com destaque para países da Europa de Leste. “A Roménia está numa curva de crescimento e interessa-nos olhar para esse mercado como uma possibilidade de amortecer qualquer pancada que venha de outro mercado”, referiu o responsável em Lisboa, num encontro com a imprensa, à margem da BTL.

A monitorização do setor é feita também através do Observatório do Transporte Aéreo da Madeira, que acompanha diariamente a atividade das companhias que operam no aeroporto do Funchal.

Segundo Eduardo Jesus, o arquipélago tem uma vantagem na análise dos fluxos turísticos devido à sua condição insular. “Temos uma porta de entrada muito clara. Sabemos exatamente quantos passageiros chegam e partem do aeroporto”, explicou.

Atualmente, cerca de 5,7 milhões de passageiros passam anualmente pelo aeroporto da Madeira, aos quais se somam cerca de 700 mil passageiros de cruzeiros, que visitam o destino sem pernoitar.

Para 2026, os primeiros indicadores apontam para um aumento da capacidade aérea, embora com um ritmo de crescimento mais moderado.

“A perceção é de crescimento, mas não muito acentuado. É natural que, depois de vários anos de forte expansão, os crescimentos passem a ser mais estabilizados”, afirmou.

Por Pedro Chenrim