30 de Abril de 2026, Olá!

Madeira quer reforço de ligações internacionais da TAP após privatização

Madeira quer reforço de ligações internacionais da TAP após privatização
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O Governo Regional da Madeira espera que o processo de privatização da TAP possa abrir caminho ao reforço das ligações internacionais diretas para o arquipélago. Segundo o secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, a região mantém a ambição de recuperar operações diretas entre a Madeira e vários mercados externos, à semelhança do que aconteceu durante décadas.

“Continuamos a desejar ligações diretas do estrangeiro para a Madeira concretizadas pela TAP, como sempre aconteceu até 2015”, afirmou o responsável em Lisboa, num encontro com a imprensa, à margem da BTL.

De acordo com o governante, a companhia aérea portuguesa teve historicamente um papel importante na conectividade internacional do destino, recordando a ligação entre Londres Heathrow e a Madeira. “Dou sempre como exemplo a ligação Heathrow-Madeira, que começou em 1975 e terminou em 2015, quando acabaram as ligações diretas do estrangeiro para a Madeira pela TAP”, referiu.

Apesar desse cenário, Eduardo Jesus considera que existem oportunidades de expansão da rede, nomeadamente para mercados da América Latina, com particular destaque para o Brasil. “Há ligações internacionais que nós desejamos que a TAP venha a fazer, nomeadamente com a América Latina, com o Brasil e com algumas origens europeias”, afirmou.

Para já, o governante admite que a concretização dessas rotas dependerá da evolução do processo de privatização da companhia aérea. “Estamos um bocadinho expectantes relativamente à evolução desse processo”, disse.

Nos últimos anos, a Madeira tem procurado também diversificar os mercados emissores e reduzir a dependência do turismo europeu. Nesse contexto, destacou a importância da ligação da United Airlines entre Newark e o Funchal, que regressa este ano.

Segundo Eduardo Jesus, esta operação reforça a estratégia de internacionalização do destino e a aposta no mercado norte-americano.

Por Pedro Chenrim