30 de Abril de 2026, Olá!

ANAV alerta para riscos nos aeroportos e pede resposta urgente das autoridades

ANAV alerta para riscos nos aeroportos e pede resposta urgente das autoridades
Miguel Quintas_ANAV

A ANAV alerta para os constrangimentos operacionais nos aeroportos portugueses, considerando que a atual situação pode comprometer a competitividade do turismo nacional, especialmente em períodos de maior procura.

No centro das preocupações está a implementação do Entry/Exit System (EES), o novo sistema europeu de controlo de fronteiras. Embora concebido para reforçar a segurança no espaço Schengen, a sua aplicação tem gerado dificuldades operacionais, incluindo o risco de aumento significativo das filas nos controlos de passageiros.

A associação sublinha que a recente suspensão temporária da recolha de dados biométricos nas partidas — adotada para evitar perdas de voos — evidencia que o sistema ainda não está totalmente estabilizado, levantando dúvidas sobre a capacidade de resposta das infraestruturas nacionais.

Os aeroportos de Aeroporto Humberto Delgado, Aeroporto Francisco Sá Carneiro e Aeroporto de Faro são apontados como os mais vulneráveis, devido ao elevado volume de tráfego, sobretudo durante a época alta.

Segundo a ANAV, a imprevisibilidade no funcionamento dos aeroportos está a dificultar o planeamento de viagens, aumentando o risco de perda de voos e falhas em ligações, com impacto direto na experiência dos passageiros e nos custos suportados por agências e operadores turísticos.

“A dependência contínua de medidas de contingência não pode ser a solução”, afirma Miguel Quintas, presidente da ANAV, que alerta ainda para o agravamento da situação devido às fragilidades no setor do handling.

Para a associação, a conjugação destes fatores coloca em causa a imagem de Portugal como destino turístico organizado e fiável, num momento crucial que corresponde ao primeiro e último contacto dos visitantes com o país.

Perante este cenário, a ANAV apela a uma resposta “urgente, coordenada e eficaz” entre entidades como o Governo, a PSP, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo e a ANA Aeroportos de Portugal, com o objetivo de garantir maior previsibilidade e normalidade no funcionamento dos aeroportos.