30 de Abril de 2026, Olá!

INE: Crescimento da atividade turística abranda em fevereiro

INE: Crescimento da atividade turística abranda em fevereiro
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Segundo dados do INE, em fevereiro de 2026, o setor do alojamento turístico registou 1,8 milhões de hóspedes e 4,2 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos homólogos de 0,8% e 1,3%, respetivamente (em janeiro, +3,7% e +2%, pela mesma ordem).

As dormidas de residentes atingiram 1,4 milhões, refletindo um crescimento de 3,2%, inferior ao observado em janeiro (+4,2%). As dormidas de não residentes ascenderam a 2,8 milhões, com um aumento de 0,4%, também abaixo do registado no mês anterior (+0,8%). Estes resultados poderão ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário (efeito do Carnaval) e pelas condições meteorológicas adversas registadas nos meses de janeiro e fevereiro.

Em fevereiro, os dez principais mercados emissores representaram 71,6% do total de dormidas de não residentes. O mercado britânico manteve a liderança, com uma quota de 15,8% do total, embora tenha prolongado a trajetória de decréscimo dos meses anteriores (-4,1%, após -3,2% em janeiro). O mercado alemão foi o segundo principal mercado emissor (11,4% do total), mantendo a trajetória de crescimento, com um aumento de 1,4% (+1,5% em janeiro). Seguiu-se o mercado espanhol, na 3ª posição (7,8% do total), que registou um decréscimo (-4,4%), após o crescimento observado no mês anterior (+1,8%).

Entre os dez principais mercados, o brasileiro destacou-se com o maior aumento (+29,6%), seguido do canadiano (+13,4%). O maior decréscimo observou-se no mercado francês (-16,7%).

Em fevereiro, os maiores aumentos no número de dormidas registaram-se no Alentejo (+4,2%) e no Norte (+3,4%). Em sentido contrário, a RA Açores e o Centro apresentaram os decréscimos mais acentuados (-3,4% e -1,9%, respetivamente). A Grande Lisboa (28,3%), o Algarve e o Norte (18,4% em ambas) concentraram a maior proporção de dormidas (65,1% no seu conjunto).

As dormidas de residentes cresceram, sobretudo, na Grande Lisboa (+8,1%) e no este e Vale do Tejo (+7,7%), enquanto as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores registaram os maiores decréscimos (-2% e -1,7%,
respetivamente).

Relativamente às dormidas de não residentes, o maior aumento ocorreu no Alentejo (+5,2%), enquanto os maiores decréscimos se observaram no este e Vale do Tejo (-8,2%) e na RA Açores (-5,6%).

Uma análise mais detalhada dos resultados, incidindo sobre os 90 municípios afetados por fenómenos meteorológicos intensos e anómalos em janeiro e fevereiro, revela que estes concentraram 10,1% das dormidas de fevereiro de 2026 em estabelecimentos de alojamento turístico (-0,3 p.p. face ao mês homólogo do ano anterior).

Neste conjunto de municípios, as dormidas decresceram 1,8% em fevereiro, contrastando com a variação positiva dos restantes (+1,7%). Esta evolução resultou da redução das dormidas de não residentes (-6,7%, que compara com +0,9% nos restantes municípios). Ainda assim, as dormidas de residentes aumentaram 1,3%, embora a um ritmo inferior ao do conjunto dos restantes municípios (+3,7%).

Importa ainda referir que, nestes municípios, a trajetória de decréscimo das dormidas teve início em agosto, tendo-se acentuado nos dois primeiros meses de 2026.

No passado mês, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico fixou-se em 2,37 noites, refletindo um aumento de 0,6% (-1,7% em janeiro). Os valores mais elevados mantiveram-se na RA Madeira (4,56 noites) e no Algarve (3,82 noites). Estas regiões, bem como a RA Açores (2,55 noites), apresentaram estadas médias superiores à média nacional. As estadias mais curtas ocorreram no Centro (1,66 noites) e no este e Vale do Tejo (1,70 noites). Alentejo destacou-se pelo maior aumento deste indicador (+6,6%), atingindo 1,87 noites.

A estada média dos residentes aumentou para 1,72 noites (+2,5%), enquanto a dos não residentes diminuiu para 2,92 noites (-0,4%). A RA Madeira manteve as estadas médias mais prolongadas, com 5,02 noites nos não residentes e 2,93 noites nos residentes.

Em fevereiro, a taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 34,9%, menos 0,6 p.p. do que no mesmo mês do ano anterior (-0,3 p.p. em janeiro). A taxa líquida de ocupação-quarto situou-se em 44,3%, registando um decréscimo de 1,0 p.p. (-0,4 p.p. em janeiro).

A RA Madeira (61,1%) e a Grande Lisboa (44,8%) apresentaram as taxas de ocupação-cama mais elevadas. s valores mais baixos foram observados no Alentejo e no este e Vale do Tejo (22,7% em ambas). A Península de Setúbal registou o maior decréscimo neste indicador (-2,0 p.p.), seguida pela RA adeira (-1,7 p.p.), enquanto o maior aumento ocorreu no este e Vale do Tejo (+0,7 p.p.).

Em fevereiro, os proveitos totais atingiram 299,4 milhões de euros e os de aposento ascenderam a 216,7 milhões
de euros, refletindo crescimentos de 4,3% e 4%, respetivamente (+5,4% em ambos, em janeiro).

A Grande Lisboa concentrou a maior parcela dos proveitos (33,7% dos proveitos totais e 35,3% dos proveitos de aposento), seguida da RA Madeira (18,5% e 18,0%, pela mesma ordem) e do Norte (16,0% e 16,3%, respetivamente). Os maiores aumentos verificaram-se na RA Madeira (+12,7% nos proveitos totais e +11,3% nos de aposento) e no Alentejo (+6,4% e +8,7%, respetivamente).

Em fevereiro, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 39,7 euros, refletindo um crescimento de 0,2% (+1,6% em janeiro). rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 89,6 euros (+2,5%, após +2,7% em janeiro).

O RevPAR mais elevado observou-se na RA Madeira (76,6 euros), seguida da Grande Lisboa (62,7 euros). Os maiores crescimentos registaram-se no Alentejo (+6,9%) e na RA Madeira (+6,3%), enquanto o maior decréscimo ocorreu na Península de Setúbal (-3,7%).

À semelhança do RevPAR, os valores mais elevados de ADR foram observados na RA Madeira (109,6 euros) e na Grande Lisboa (109,1 euros). A RA Madeira registou o maior crescimento deste mês (+10,7%

Em fevereiro, o município de Lisboa concentrou 23,9% do total de dormidas, atingindo 1 milhão (+3,8%). As dormidas de residentes aumentaram 12,7% e as de não residentes cresceram 2,0%, concentrando este município 29,5% do total de dormidas de não residentes.

Funchal foi o segundo município com maior número de dormidas (453,9 mil dormidas, peso de 10,7%), apresentando um ligeiro aumento de 0,2%, refletindo a diminuição das dormidas de residentes (-3,2%), compensada pelo aumento das de não residentes (+0,8%). Este município concentrou 13,7% do total de dormidas de não residentes em fevereiro.

No Porto, as dormidas totalizaram 368,2 mil (8,7% do total), refletindo um aumento de 2,6%, sustentado pelos crescimentos das dormidas de não residentes (+3,9%), dado que as de residentes diminuíram (-2,1%).

Entre os dez principais municípios, destacaram-se ainda os crescimentos das dormidas registados em Albufeira (6% do total), +12,2% (+24,5% nos residentes e +10,3% nos não residentes), e em agos (1,6% do total), +4,8% (+21,5% nos residentes e +2,3% nos não residentes). Em sentido contrário, os maiores decréscimos foram registados em Loulé (2,8% do total), -14,1% (-2,8% nos residentes e -17,3% nos não residentes), e Cascais (1,5% do total), -13,1% (-8% nos residentes e -15,9% nos não residentes).