Opinião: "Reinventar o F&B hoteleiro: eficiência, experiência e as decisões que definem o futuro"
Por David Valenzuela, Key Account Manager da Le Room Service para Portugal

Com mais de 10 anos de experiência na hotelaria e formação pela Vatel – International Business School Hotel & Tourism Management, desenvolvi a minha carreira em diferentes mercados, como Argentina, Uruguai e Portugal. Essa trajetória deu-me uma visão clara sobre um dos maiores desafios do setor: a dificuldade em equilibrar operação, rentabilidade e experiência do hóspede.
Ao longo dos anos, trabalhei diretamente na operação e também próximo da tomada de decisão. E há algo que se repete: muitos serviços continuam a ser mantidos por tradição, não por eficiência.
O Food & Beverage é um dos exemplos mais evidentes.
Durante décadas, foi visto como parte essencial da experiência. Hoje, é também um dos maiores pontos de pressão dentro da operação hoteleira. Custos elevados, estruturas pouco flexíveis e dificuldade em adaptar-se a uma procura cada vez mais dinâmica tornam a sua gestão complexa.
O room service representa bem essa realidade.
Continua a ser valorizado pelo hóspede, mas, internamente, é frequentemente um serviço difícil de justificar. Em muitos casos, existe apenas para responder a pedidos pontuais, mantendo uma estrutura que não acompanha a rentabilidade.
Mas a questão não é eliminar o serviço. É repensá-lo.
O perfil do cliente mudou. Hoje procura conveniência, rapidez e consistência. Espera soluções simples, eficientes e alinhadas com o seu ritmo. E isso exige que os hotéis também evoluam.
Foi precisamente esse desafio que me levou a integrar a Le Room Service, onde hoje sou Key Account Manager para Portugal, responsável pela consolidação da operação e pela expansão da marca no país. Mais do que uma solução operacional, encontrei um modelo que responde a uma necessidade real do mercado: transformar serviços complexos em soluções eficientes, com impacto direto na rentabilidade.
Em Lisboa, já trabalhamos com um número significativo de unidades hoteleiras, apoiando-as na otimização de serviços como o room service, pequeno-almoço e experiências no quarto. O crescimento tem sido consistente e, mais importante ainda, sustentável.
O próximo passo será a abertura de uma base operacional no Porto, já no próximo mês, acompanhando a procura de parceiros que querem levar este modelo para novas localizações.
Este percurso reforça uma convicção clara: a hotelaria está a entrar numa nova fase.
Uma fase onde não basta oferecer serviços. É necessário garantir que esses serviços funcionam, geram valor e fazem sentido dentro da operação.
As decisões que os hotéis tomam hoje vão definir a sua competitividade nos próximos anos. E, muitas vezes, a diferença não está em fazer mais, mas em fazer melhor com os parceiros certos.
A minha experiência ensinou-me que as melhores oportunidades surgem quando há abertura para questionar o modelo atual e procurar soluções mais eficientes.
É precisamente nesse ponto que gosto de trabalhar: identificar oportunidades reais dentro da operação e transformá-las em resultados concretos.
Porque, no final, não se trata apenas de operar melhor. Trata-se de tomar decisões certas no momento certo.
E é aí que muitas vezes se faz toda a diferença.